No próximo dia 26 de março, nas cercanias da cidade do Porto, em Portugal, teremos a honra de participar de uma conferência internacional organizada pelas empresas GI Group e Grupo Gestão RH, em que a temática é debater sobre os desafios e as oportunidades nos pujantes mercados de Brasil e Portugal. Trata-se de notável evento, cuja grandeza se percebe pelos expositores que confirmaram presença e que dispuseram de parte de seu valioso tempo para uma imersão de intercâmbio de conhecimento e de experiências.

De nossa parte, estaremos muito bem representados pelo sócio Fábio Gindler de Oliveira, a quem está confiada a missão de transmitir, aos portugueses, essencialmente, os incentivos e desafios fiscais e trabalhistas no Brasil. E, vale lembrar, não poderíamos estar em melhores mãos.

Com respaldo de seu time, sua abordagem sobre o tema será objetiva, dinâmica e terá, como ponto de partida, seu vasto conhecimento técnico e grande experiência profissional.

Não se pode deixar de mencionar, por outro lado, que falar sobre desafios no Brasil, em especial sob o aspecto de empreendedorismo, esbarra no tema de outro grande executivo, Paulo Canoa, que, além de expositor, é um dos organizadores do evento: Brasil, o país em que tudo é difícil, mas nada é impossível.

De fato, como bom brasileiro posso atestar sem pestanejar, no Brasil nada é fácil.

Mas, apesar de estarmos acostumados com esta triste realidade, cabe a nós, brasileiros, trilhar um caminho diferente, de mudança, com um único alvo: tornar a vida menos complicada.

Numa sociedade cujas premissas econômicas se assentam no capitalismo, a busca por lucro através do trabalho deveria ser considerado algo corriqueiro e saudável.

Num passado não muito distante, todavia, essa visão não era comum por aqui. Ainda que velado, havia um certo conflito em se aceitar a prosperidade das pessoas sem imaginar que isso estaria custando o declínio de outras.

Novos ventos, no entanto, felizmente, trouxeram novos tempos para a sociedade brasileira.

Exceto quanto a uma pequena parcela mais conservadora da população, ainda arraigada à visão de que a busca por lucro implica, necessariamente, na subversão da ética e da moral, passou-se a respeitar mais as empresas e seus empresários.

A geração de emprego e riqueza numa cadeia de relações comerciais foi, finalmente, reconhecida e, como não poderia deixar de ser, parece ter sido aprovada.

Ainda há ajustes necessários, sem dúvida, mas o sentido do caminho a ser percorrido tem se mostrado correto.

Em um mundo ideal, no universo da sociedade brasileira, em oposição ao que ainda se vê por aqui, as iniciativas públicas e privadas deveriam convergir, no lugar de tanta divergência. A cooperação entre ambas é salutar a todo o sistema e cada indivíduo, ao mesmo tempo. As entidades de classe, cuja função é ressalvar os interesses daqueles que por ela são representados, deveriam enxergar a tênue linha que separa a irracionalidade da efetiva proteção. E, por fim, as empresas deveriam compreender que eventuais desconfianças quanto às suas atitudes decorrem, de fato, de um histórico negativo de seus predecessores.

A grande questão, assim, parece ser: quem será o primeiro a dar um passo para trás para interromper esse círculo vicioso que há tanto impera?

Enquanto isso, ou seja, enquanto houver perseverança e resiliência para vencer os obstáculos remanescentes, o segredo para se chegar ao sucesso é ter, ao seu lado, parceiros valorosos e que, cientes de que nada é impossível, detêm conhecimento suficiente para chegar ao destino final sem grandes baixas.

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